2. Perda Auditiva



Levando-se em consideração todos os nossos sentidos podemos dizer que a audição é um dos mais importantes para a comunicação. Mesmo enquanto estamos dormindo a audição nunca dorme, ela está sempre alerta. Além dos sons enriquecerem nossas vidas eles podem nos proteger de situações de perigo e nos deixar alerta.

Ao perceber que algum parente tem dificuldades para ouvir ou mesmo se você sente alguma dificuldade, é importante consultar um médico (otorrinolaringologista) para realizar exames apropriados e uma avaliação para verificar se existe ou não a perda auditiva.

Se for diagnosticada perda auditiva, os resultados dos exames serão utilizados para determinar o tipo e o grau da mesma e seu médico indicará o tratamento mais adequado. Quanto mais tempo você esperar, mais difícil será para que você se acostume a usar um aparelho auditivo, pois quando não ouvimos desacostumamos com determinados sons. Esquecemos como é o ouvir.


Tipos e Graus de Perda Auditiva:

Perda Auditiva Condutiva: Ocorre quando há alteração na condução aérea do estímulo sonoro pela orelha externa e/ou média. As causas mais comuns são as infecções (otites).

Perda Auditiva Neurossensorial: O local da alteração é a cóclea e/ou nervo auditivo. Na cóclea encontramos uma quantidade enorme de células ciliadas, quando ocorre a perda neurossensorial há perda de células, esta perda afeta a percepção de diversos sons. A percepção do estimulo sonoro fica comprometida e quanto maior a perda auditiva pior é a percepção e compreensão da fala.

Perda Auditiva Mista: A alteração está localizada na orelha externa e/ou orelha média e orelha interna.


Quanto ao grau:

A intensidade do som é medida em decibel (dB). A figura* abaixo apresenta o gráfico do audiograma com as diferentes freqüências dos sons e as intensidades mínimas e máximas que compreendem a região de 0 a 120 dB.




De acordo com a intensidade percebida é possível classificar a perda auditiva em graus, esta classificação segue critérios de normalidade estabelecidos para crianças e adultos. Abaixo apresentamos um exemplo de classificação recomendada pela Organização Mundial da Saúde:

Classificação da perda auditiva quanto ao grau, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1997:


Classificação

Média das freqüências de 500,1000,2000 e 4000 Hz

Normal

Leve

Moderado

Severo

Profundo

0 a 25 dBNA

26 a 40 dBNA

41 a 60dBNA

61 a 80 dBNA

≥ 81 dBNA



Em crianças, limiares entre 15dB e 25dBNA são caracterizados como perda auditiva mínima (Northern e Downs 1984).



Fonte: http://www.who.int/pbd/deafness/hearing_impairment_grades/en

* Adaptação por Katya Gugliemi Marcondes Freire do “Hearing in Children” por Northern & Downs: Williams & Wilkins 1996; e de "Percepção da Fala: Análise Acústica do Português Brasileiro", por Russo & Behlau - Ed. Louise, 1993.

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